Eloi VeitFilosofiaUncategorized

TUDO É RELATIVO ?

É juízo auto-contraditório.

Pilatos, ao condenar Jesus Cristo à cruz “lava as mãos” quando diz “ que é a verdade? ”. Se esquivou da pergunta fundamental. Se não estivesse veria que estava na sua frente a própria verdade.
A verdade pode ser entendida como a adequação do juízo à realidade mesma. Se dá quando, por exemplo, afirmo que o livro que tenho em mãos é um livro. Digo livro e o mostro. A adequação, aqui, se dá perfeitamente. No entanto, neste caso, ainda não está respondida a pergunta. Apenas se tem mostrada uma operação que confirma a adequação entre a coisa e a forma mentis livro, nada mais.
A verdade tem uma definição que é a seguinte: ela é “o fundamento cognitivo universal da validade dos juízos”. É a expressão de um fundamento, isto quer dizer que a verdade tem que se fundar em algo da realidade. Se eu disser – aqui na minha frente tem um sapato – e o sapato estiver lá mesmo, pergunto: qual é o fundamento cognitivo que valida este juízo? O ente concreto, o sapato. Como contatei o sapato? Através dos meus sentidos.
Se digo que estou vendo na minha frente um jacaré de asas cor de rosa, isto pode ser verdade? Não; o fundamento desta cognição é falso. Não é validada nem pelos meus sentidos, nem minha intuição confirma a existência de tal ser. Não existe a presença real desta coisa pensada. O que existe é apenas um sujeito que pensa uma bobagem.
O pensamento desta bobagem existe, mas não a coisa. A ideia que ele faz da coisa só existe na sua cognição como ideia, não como verdade ou como presença real.
A coisa pode ir mais longe. Existe a veridicidade, que é a qualidade de alguns juízos segundo a qual a sua validade tem um fundamento cognitivo permanente e universal. Existem também juízos falsos, ou inverídicos, que também se fundam na verdade; pois se não reconhecêssemos a verdade como saberíamos que são falsos?
E a coisa pode ir na direção do absurdo. Se estará nesta direção sempre que se afirmar que tudo é relativo.
Tudo é relativo é o tipo de juízo que, quando expresso, no mesmo ato de dizer nega-se o seu conteúdo. Em outros termos; se afirmo que tudo é relativo estou querendo dizer que o que acabo de dizer é absoluto, tem validade universal, é um fundamento cognitivo universal da validade dos juízos; que é inquestionável. Mas a própria afirmação diz o contrário; diz que nada é absoluto. É um absurdo.
Não perceber que própria afirmação nega a si mesma, ou é uma pegadinha para convencer incautos ou o sujeito que a expressa, no mínimo, não pensou no assunto; para dizer o mínimo.
O conhecimento tem que estar na verdade, não a verdade no conhecimento. Esta confusão se observa onde quer que se olhe. Muitos imaginam que o conhecimento que possuem é a verdade, mas não percebem que todo conhecimento só é verdadeiro se estiver na verdade e não o contrário.
A superficialidade do que se ensina sobre este tema é tamanha que se transformou num colosso universal de inépcia mental. Que futuro esperar de uma nação cujo conjunto dos seus “bem pensantes”, quase todos, têm certeza absoluta de que tudo é relativo? Só Deus para nos proteger.

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