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Sobre Olavo de Carvalho e a insensibilidade moral brasileira

Comentário sobre o vídeo "Injustiça Monstruosa"

“Eu filosofo a partir da realidade, e desviar os olhos dessa realidade para falar de abstrações é a suprema covardia filosófica.” Olavo de Carvalho

Na aula 457 do Curso Online de Filosofia, ministrada ao vivo no sábado dia 26 de janeiro, o professor Olavo de Carvalho fez uma grave denúncia sobre alguns factos que vêm ocorrendo no governo Bolsonaro e que ameaçam o projeto amplamente apoiado pelo povo brasileiro. Após algumas patacoadas do alto escalão do governo, principalmente dos generais ligados ao presidente, Olavo demonstrou cabalmente a incoerência não apenas factual, mas principalmente moral daqueles que deveriam ser os guardiões do presidente.

Logo que o deputado Jean Wyllys renunciou ao mandato para o qual foi eleito por milhares de pessoas, sob alegação de que estava sendo ameaçado, o vice-presidente da República, General Hamilton Mourão, partiu em defesa do deputado, dizendo ser este um atentado à democracia. O problema é que o parlamentar do PSOL não mostrou nenhuma prova sobre as ameaças, além de ter dito que ninguém havia feito nada a respeito. Horas depois, agentes do poder público desmentiram Wyllys, pois a única ameaça registrada contra ele partiu de um sujeito que já está preso desde o ano passado.

Enquanto isso, o próprio Olavo relata a quantidade de ameaças que vem sofrendo desde a época do Orkut, o que na época já contabilizava incríveis 100 mil páginas de texto! Infelizmente, com o fim da rede social indiana não foi possível fazer um backup dessas ameaças. Falha nossa! Mas o que ainda é possiível fazer é verificar as ameaças da era Facebook, que já somam mais de meio milhão de páginas. O homem é ameaçado diariamente, um cidadão privado, sem nenhuma relação formal com o governo, e a “sensibilidade democrática” de nenhum general é afetada. Basta um deputado dizer que está sendo ameaçado, sem apresentar o menor indício que seja, para que haja uma comoção grandiosa!

Tal desproporção comportamental demonstra a insensibilidade moral que nos assola, pois enquanto um cidadão privado não recebe a menor atenção daqueles que ele ajudou a eleger com o seu suporte intelectual, um deputado declaradamente inimigo, que já cuspiu no rosto do presidente e tem direito a escolta armada, carro blindado e outras garantias constitucionais que apenas um parlamentar tem acesso, recebe a solidariedade do vice-presidente.

Outro ponto levantado pelo professor Olavo é a forma como os generais têm se portado diante da mídia brasileira. Citando uma entrevista do General Augusto Heleno, que logo de cara disse que estava honrado por estar ali, Olavo lembrou que a mídia sempre se portou como inimiga dos militares e de todo projeto que não fosse da esquerda progressista e globalista. Olavo apontou também a sabida influência do positivismo no meio militar, o que de certa forma embota o senso de realidade do alto escalão verde oliva.

Em suma, deixo aqui a solidariedade ao professor Olavo, que tanto fez para derrubar o paredão da hegemonia cultural da esquerda, e continua a ser um valoroso guerreiro na guerra cultural que temos travado contra as forças globalistas e progressistas, que almejam a destruição de tudo o que valorizamos. Espero que isso não fique muito tempo despercebido dentro do governo Bolsonaro. Uma injustiça histórica é muito difícil de ser corrigida!

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Davi Valukas

Davi Samuel Valukas Lopes nasceu no dia 06 de setembro de 1985, na cidade de Araraquara, no interior paulista. Filho de um trombonista, começou os estudos musicais no saxofone em 1996 na Congregação Cristã no Brasil, onde toca até os dias de hoje. Tornou-se instrutor musical na mesma igreja no ano de 2002, até o ano de 2016. Estudou piano clássico por quatro anos e guitarra blues por um ano. Ministrou oficinas de musicalização de 2009 a 2012 pela Secretaria Municipal de Cultura de Araraquara. Foi um dos fundadores de um projeto de musicalização infantil na periferia da cidade, no Jd. das Hortências, chamado Família Afro Son. Trabalhou na composição e interpretação da trilha sonora de espetáculos de dança junto com outros músicos de Araraquara. Mudou-se para Uberlândia, no Triângulo Mineiro, em 2012. Na cidade, ministrou aulas de saxofone e teoria musical, tocou um ano e meio na Jazz Band Ladário Teixeira e atua desde 2016 na área de Treinamento e Educação Corporativa. Monarquista convicto, é co-fundador do Círculo Monárquico de Uberlândia. É graduado em Gestão de Recursos Humanos.

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