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Sequestro de ônibus no Rio. Eficiência e coragem em favor das vítimas e do Brasil

Na noite de 03 de abril de 1981, sete policiais do Departamento Geral de Investigações Especiais (DGIE), da polícia carioca, foram investigar uma suspeita de que ladrões de banco estavam infiltrados entre bancários, vivendo como cidadãos pacatos, no Conjunto dos Bancários, na Ilha do Governador, onde um deles se passava por Juiz criminal. No local, de fato, moravam vários bandidos da recém-criada facção criminosa COMANDO VERMELHO. Entre os moradores do apartamento ocupado pelos bandidos estavam integrantes da quadrilha que tinham convivido com presos políticos na Ilha Grande e tinham recebido deles instruções sobre como praticar crimes com técnicas de guerrilha. Esses presos tinham recebido dos guerrilheiros, inclusive, o famoso Pequeno manual do guerrilheiro urbano, de autoria do terrorista Carlos Marighela, líder da Aliança Libertadora Nacional.
Os policiais tiveram um encontro inesperado com alguns dos bandidos naquele bairro e iniciou-se uma troca de tiros. O confronto durou 11 horas, período em que vários bandidos e policiais foram mortos, alguns criminosos conseguiram fugir e o líder do grupo, o Zé do Bigode, resistiu a cerca de 400 policiais, do interior do apartamento, sozinho e por várias horas, até ser finalmente morto por um tiro de carabina no peito.
Foram disparados 4.000 tiros; 40 granadas de gás lacrimogênio – de efeito moral – e incendiárias foram lançadas contra o prédio de apartamentos. Quatro apartamentos foram incendiados para desalojar Zé do Bigode. O episódio ficou conhecido como Zé do Bigode contra 400. Virou livro escrito pelo primeiro líder do Comando Vermelho, o Professor, Quatrocentos contra um – uma história do Comando vermelho; virou o filme 400 contra 1, de Caco de Souza, em 2010.
Essa história também está contada no livro Comando Vermelho, uma história do crime organizado, de 1993, de Carlos Amorin, jornalista e, à época, trabalhando no Globo Repórter, e que por isso acompanhou o confronto. Esse livro foi mencionado pelo Professor Olavo de Carvalho, em seu artigo Bandidos e Letrados, no qual o professor Olavo relata a relação estreita entre a esquerda brasileira e o crime organizado no Brasil.
Se você tiver estômago para clichês pró-bandido vítima da sociedade e tiver anticorpos, recomendo a leitura do livro, que não passa de mais um panfleto em prol do criminoso e em defesa da esquerda brasileira e de seus terroristas, mas também conta como se deu esse grande encontro. Zé do Bigode, que estava entrincheirado e armado até os dentes, com duas escopetas, uma metralhadora e muita munição e mais as armas dos policiais que ia pegando após abatê-los, disparava tiros a esmo contra os policiais, moradores e curiosos que cercavam o prédio, é o herói do autor-jornalista da Globo.
A certa altura do livro, o autor escreve:
“A resistência do bandido revelava a incapacidade operacional da polícia, o despreparo individual dos agentes da lei, a precariedade dos armamentos e da comunicação. Revelava, principalmente, a inexistência de plano tático a ser empregado nesse tipo de situação. A Polícia Civil e a PM obedeciam ordens desarticuladas. E todos sabiam que alguns dos feridos tinham sido atingidos pelo friendfire, o fogo “amigo”. Ou seja, teve gente ferida pelas costas, balas disparadas por policiais que atiravam contra tudo que se movia. Durante 11 horas o criminoso teve a iniciativa do combate. Ele preparou as armadilhas. Ele demonstrou coragem a toda prova. Informado sobre as ligações do Comando Vermelho com os presos políticos na Ilha Grande, o delegado Mont Karp me disse o que pensava:
Antes os comunistas usavam a mão de obra de inocentes úteis, estudantes e operários. Agora eles estão usando mão de obra qualificada no crime, gente que não tem qualquer tipo de freio moral na hora de apertar o gatilho. Quando um militante de esquerda roubava um banco, pensava duas vezes antes de atirar no guarda, um pobre trabalhador. Esses aí se divertem matando.”
O jornalista não concordava com o delegado sobre as ligações entre o crime organizado e a esquerda. Hoje temos informações irrefutáveis.
Nesta manhã de 20 de agosto de 2019, por volta de 5h30min, um bandido, no mesmo Rio de Janeiro, sequestrou o motorista e os passageiros de um ônibus, 37 pessoas, empunhando uma arma e dizendo que atearia fogo no ônibus, tal como ocorrera no fatídico caso do ônibus 174, há cerca de 20 anos. O sequestro durou cerca de 3 horas e meia, com a ponte Rio-Niterói fechada, período em que a polícia tentou negociar com o sequestrador. Por fim, por volta das 9hrs, um sniper entrou em ação e abateu o sequestrador, sem que nenhuma das vítimas, policiais ou outras pessoas fosse atingida. Sucesso operacional absoluto.
Os jornalistas – dizer que são de esquerda seria um pleonasmo – estão satisfeitos com o preparo e eficiência da polícia para salvar as vítimas, sem casualties que não o delinquente? Políticos de esquerda estão felizes com o salvamento das vítimas e nenhuma baixa policial? A militância esquerdista está contente ou silenciosa? Absolutamente não!

Nenhuma dúvida, portanto, sobre a estreita e promíscua relação entre a esquerda e o banditismo.
O povo brasileiro, por outro lado, está feliz e satisfeito com os novos tempos e novos ares que sopram na terra brasilis. Basta de chorar pela morte de inocentes e sempre ver vencer a iniquidade.

Parabéns ao policial pela eficiência dos disparos. Parabéns ao governador do Rio que tem mostrado coragem ao não dar moleza para os criminosos que escravizam o povo do Rio de Janeiro.
Segue o barco.

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Cláudia Morais Piovezan

Graduada em Direito pela Universidade Estadual de Londrina; Mestre em Direito Comparado e Ambiental pela Universidade da Flórida, Gainesville-FL; Idealizadora e organizadora do Fórum Educação, Direito e Alta Cultura; Aluna do Curso On line de Filosofia; Promotora de Justiça da Comarca de Londrina, no Estado do Paraná.

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