CulturaDante MantovaniDavi ValukasDivulgaçãoHistóriaJornalismoMemóriaMilena PopovicNotíciasPolítica

As realizações de Dante Mantovani na FUNARTE

"Fizemos em três meses o que gestões anteriores não fizeram em dez anos"

O maestro Dante Mantovani ficou bastante conhecido nas últimas semanas por um acontecimento no mínimo inusitado. Após ter sido exonerado do cargo de presidente da FUNARTE, com exatos 90 dias de atuação, ele foi reconduzido ao cargo e, com os protestos da então secretária especial de Cultura, Regina Duarte, sua nomeação foi anulada.

Cabe reforçar aqui o que o maestro de Paraguaçu Paulista, cidade na qual dirige um dos mais importantes festivais de inverno do país, o FEMUSPP, nunca foi procurado pela referida secretária sequer para um bate-papo sobre suas realozações à frente da principal instituição brasileira de fomento à Arte, mesmo tendo manifestado publicamente tal intenção, além das várias tentativas infrutíferas de sucesso com o gabinete da ex-atriz global.

Dito isto, torna-se oportuno salientar os projetos aprovados por Dante Mantovani, ou mesmo aqueles que estavam bem encaminhados. A curta porém prolífica gestão do maestro demonstra que o caminho da democratização da Arte no Brasil passa necessariamente pela descentralização dos recursos. O que antes era destinado a grandes projetos ligados a figurões do mainstream artístico nacional, agora estava sendo destinado à promoção cultural e artística de projetos dos mais afastados rincões do país, pois não há civilização que subsiste sem uma pujante difusão das belas-artes, que refinam o espírito, alimentam a alma e preparam o intelecto.

Segue abaixo a lista dos projetos da gestão Mantovani:

1. O Programa Funarte 45 Anos

Incluía propostas estratégicas, como:

– a criação do Sistema Nacional de Orquestras Sociais, para que cada criança e jovem pudesse aprender um instrumento e conhecer mais a música;

– uma rede federal de formação artística, para dar mais oportunidades a jovens de aprender as várias técnicas artísticas;

– uma rede federal de espaços culturais, que previa a criação de uma representação regional da Funarte nas regiões Norte, Nordeste e Sul;

2. Projeto Bossa Criativa

Promoção do acesso à música, por meio de extensa programação desenvolvida em parceria com a UFRJ. Consistiria na realização, nos coretos de várias cidades brasileiras, de atividades de música, artes cênicas e visuais e de práticas para formação de jovens, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade social. O intuito era a promoção da arte, da economia criativa e do turismo.

3. Um Novo Olhar

Com este projeto pretendia-se criar, através das artes visuais, um programa de inclusão e de ampliação do acesso às artes para
adolescentes portadores de necessidades educacionais especiais. Com o projeto, esse público teria a chance de conhecer as artes visuais e, por meio delas, expressar-se. Essa
formação se daria por meio de oficinas técnicas e de criação, que contariam com a participação de profissionais reconhecidos em suas áreas de atuação.

4. Prêmio Funarte Descentrarte

Programa para democratização da arte e a descentralização da programação das grandes cidades para o interior, que atenderia a um dos eixos estratégicos da gestão Mantovani: a democratização e a
difusão do acesso à arte, que significa instituir a interiorização e a capilaridade das ações da FUNARTE em todo o País.

“Temos que dar acesso às artes ao maior número de pessoas possível, para que cada
cidadão brasileiro tenha acesso aos resultados dos programas da Fundação.”
Dante Mantovani

5.Revitalização da infraestrutura da FUNARTE

A fundação tem sede no Rio de Janeiro, mas possui espaços em diversos locais do país, muitos deles com uma estrutura precarizada pelo tempo ou pelas intempéries naturais, o que se agrava com a falta de investimentos voltados exclusivamente a essa finalidade. Por isso, uma das primeiras ações de Dante Mantovani ao assumir a presidência da FUNARTE foi solicitar verbas para esse fim. Estas já haviam sido liberadas pelo então secretário especial, Roberto Alvim.

6. Programas voltados à música de concerto:

– Sistema Nacional de Orquestras (já citado)
– Programa Nacional de Apoio à Ópera
– Sistema Pedagógico de Apoio às Bandas de Música
– Debate com produtores do setor e maestros sobre apoios futuros

Em suma, houve vários projetos, alguns iniciados, outros em vias de entrar em vigor. Um trabalho interrompido ainda no início, lamentavelmente!

Tags
Ver mais

Davi Valukas

Davi Samuel Valukas Lopes nasceu no dia 06 de setembro de 1985, na cidade de Araraquara, no interior paulista. Filho de um trombonista, começou os estudos musicais no saxofone em 1996 na Congregação Cristã no Brasil, onde toca até os dias de hoje. Tornou-se instrutor musical na mesma igreja no ano de 2002, até o ano de 2016. Estudou piano clássico por quatro anos e guitarra blues por um ano. Ministrou oficinas de musicalização de 2009 a 2012 pela Secretaria Municipal de Cultura de Araraquara. Foi um dos fundadores de um projeto de musicalização infantil na periferia da cidade, no Jd. das Hortências, chamado Família Afro Son. Trabalhou na composição e interpretação da trilha sonora de espetáculos de dança junto com outros músicos de Araraquara. Mudou-se para Uberlândia, no Triângulo Mineiro, em 2012. Na cidade, ministrou aulas de saxofone e teoria musical, tocou um ano e meio na Jazz Band Ladário Teixeira e atuou na área de Treinamento e Educação Corporativa de 2016 a 2019. Monarquista convicto, é co-fundador do Círculo Monárquico de Uberlândia. É graduado em Gestão de Recursos Humanos e pós-graduado em Docência.

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

Botão Voltar ao topo
Fechar