JornalismoLúcia Maroni

Quando uma morte se torna causa de proselitismo politico

E dos mais rasteiros

Sempre que uma celebridade morre – seja de qual área for – seus feitos, habilidades e tambpem sua virtudes são superestimadas. Normalmente, as pessoas se referem a ela como uma unanimidade, mesmo que ela não tenha sido em vida. Aí você, que está lendo isso, se pergunta exatamente aonde eu estou querendo chegar. Explico: nesta segunda-feira, o jornalista Ricardo Boechat morreu nun trágico acidente aéreo, no Rodoanel, em São Paulo.

Primeiro fato a ser registrado: enquanto pessoas paravam pra tirar fotos e filmar com os celulares os corpos carbonizados, uma mulher (?!) chamada Leiliane Rafael da Silva, de 29 anos, parou e subiu no caminhão pra tentar salvar o motorista de morrer queimado.

Segundo: quando a morte do jornalista e do piloto do helicóptero foram confirmadas, houve um enorme agito nas redes sociais, especialmente o Twitter. Além do fato de ter usuários comemorando (?) o ocorrido, perfis de esquerda, como o Catraca Livre e o BuzzFeed fizeram posts se aproveitando do sentimento de luto dos internautas e, principalmente, pra atacar o governo de Jair Bolsonaro, recém iniciado.

Não é necessário dizer que a revolta foi generalizada, e que os dois perfis foram duramente criticados. Tanto que um deles – o BuzzFeed – ainda tentou colocar um remendo, mencionando críticas feitas por Boechat ao ex-presidente e hoje presidiário Lula. Considerando que o próprio Lula fez comício sobre o caixão da falecida Marisa Letícia, não é de se espantar o modus operandi. Apenas vale lembrar do velho chavão – ‘Deus perdoa, mas a internet não’.

Abaixo, o vídeo do Boechat, citado pelo BuzzFeed, atacando Jair Bolsonaro.

(Reprodução/Twitter.)

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