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Oito Provas do entrelaçamento indissolúvel entre Nosso Senhor Jesus Cristo e a nação de Israel

Que Jesus Cristo era judeu todos nós já sabemos. Mas a “coincidência” não pára por aí. Veja abaixo 8 pontos que comprovam o entrelaçamento indissolúvel entre o Messias e Israel. O texto foi inspirado em um curso do rabino Shiur de Tsadok Ben Derech.

1- tanto Cristo quanto Israel são chamados de filhos primogênitos

Jacó, chamado de Israel depois da “briga” com um anjo no vale de Jaboque, era irmão gêmeo de Esaú, o primogênito original, mais velho por alguns minutos. Mas Esaú troca sua primogenitura por um prato de guisado. Nosso Senhor Jesus Cristo, por sua vez, é chamado de Unigênito Filho de Deus, mas se tornou o filho primogênito a partir do momento que morreu por nós e nos tornou filhos adotivos de Deus.

2- tanto Cristo quanto Israel foram chamados para iluminar o mundo

A nação de Israel é a terra do povo de Deus. Dessa forma, foi escolhida por Ele para ser um farol ante os gentios. A base moral do Ocidente tem suas raízes fincadas no povo hebreu. Pouca gente sabe, mas a primeira nação, ou pelo menos a primeira dentre as que são lembradas hoje, a ter um rei considerado humano e sujeito às leis como qualquer cidadão, foi Israel, enquanto os grandes impérios, como Egito e Babilônia, não ousavam questionar a divindade de seus reis.

3- tanto Cristo quanto Israel nasceram de um milagre operado no ventre de suas mães

Como dito um pouco acima, Jacó era irmão gêmeo de Esaú, que nasceu primeiro. Porém, Jacó veio logo atrás, segurando o calcanhar do irmão, o que simboliza o desejo da primogenitura por parte de Jacó. Por sua vez, Jesus é fruto de uma concepção virginal no ventre de sua mãe, a Virgem Maria.

4- tanto Cristo quanto Israel foram para o Egito salvar suas vidas

Todos conhecem a famosa história de José, filho de Jacó (ou Israel) que foi vendido pelos irmãos invejosos e acabou se transformando em governador do Egito. Quando a fome apertou nas terras de seu pai, seus irmãos foram pedir ajuda na terra do Faraó e deram de cara com o irmão, que mandou trazer não apenas toda a família, mas todos os hebreus. Essa foi a fuga de Israel para o Egito. José e Maria, por sua vez, tiveram que fugir com o Salvador quando este ainda era bebê, pois Herodes mandara matar todos os primogênitos, já que o Messias representava, em sua mente mundana e doentia, uma ameaça a seu poder político.

5- tanto Cristo quanto Israel foram chamados para sair do Egito

Depois de 230 anos no Egito, Israel começou a se tornar uma ameaça política aos egípcios. Por isso, o faraó determinou a escravização dos hebreus. Quando já estavam havia 400 anos no Egito, desde a chegada de Jacó e seus filhos, Deus ordenou a Moisés que libertasse o Seu povo, e o resto da história todos conhecem. Jesus, por sua vez, foi trazido de volta a Nazaré por José e Maria logo que Herodes faleceu e deixou de ser uma ameaça à vida do Salvador. Começava aí uma vida que culminaria na salvação da Humanidade, tanto judeus quanto gentios.

6- tanto Cristo quanto Israel foram humilhados e rejeitados pelos homens

Israel foi invadida, saqueada, escravizada e vencida em guerras sangrentas um sem número de vezes. A chamada primeira Diáspora, quando Nabucodonosor invadiu Jerusalém e levou os jovens cativos para a Babilônia, ocorreu cerca de 5 séculos antes da vinda de Cristo à terra. Com Jesus não foi diferente. O Salvador, que não veio ao mundo com pompa e circunstância, em palácios reais cheios e riquezas e ostentação, mas nasceu em uma manjedoura na cidade de Belém e foi criado em Nazaré, a mais pobre das aldeias de Judá, cativou uma multidão com sua pregação efusiva e verdadeira, mas incomodou os poderosos da época, que viam n’Ele a possibilidade de uma rebelião popular. Isso resultou na mais injusta morte de todos os tempos, em um julgamento obscuro, mas que deu ao mundo a chance de reconciliação com o Criador.

7- tanto Cristo quanto Israel quase foram destruídos por Roma

Como se não bastassem egípcios, babilônios, persas, assírios, filisteus e uma série de outros invasores, o império romano também colocou as garras sobre Israel. Quando o Salvador veio ao mundo, Jerusalém estava sob jugo romando, sendo tributária do império dos Césares. No ano 70 depois de Cristo, começou a segunda Diáspora, com a destruição do templo, que se encerrou no ano 136, depois do imperador Adriano decretar a expulsão dos judeus, que não aceitavam a divindade do imperador (afinal, só há UM DEUS). Mesmo assim, sem pátria e sem Estado, os judeus permaneceram uma nação espalhada pelo mundo, sendo uma pedra no sapato de vários povos. Cristo, ao mesmo tempo, foi morto na cruz por Roma, mesmo que Pôncio Pilatos, governador romano em Jerusalém, tenha visto que Jesus era inocente, tendo preferido agradar aos fariseus politicamente corrompidos do que libertar aquele que não cometera pecado. Friso novamente que tal injustiça possibilitou a abertura de um caminho salvífico.

8- tanto Cristo quanto Israel foram ressuscitados

Como dito acima, Israel permaneceu uma nação sem pátria, ou um povo sem país, durante séculos. No ano de 1948, cumpriu-se a profecia bíblica de que Israel voltaria a sua terra, e foi fundado o Estado de Israel. Já o Salvador permaneceu três dias morto, ressurgindo triunfante com seu corpo incorruptível, para desespero de seus detratores!

O judaísmo tradicional não aceita Jesus Cristo como o Messias (ou Messiach, como eles dizem). Hoje temos uma linha messiânica, ou nazarena, que aceita Yechuah como o Messiach. Mas a verdade é que tudo isso está nos planos do Criador, plano detalhado nas Sagradas Escrituras. Cumpra-se Sua Santa vontade!

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Davi Valukas

Davi Samuel Valukas Lopes nasceu no dia 06 de setembro de 1985, na cidade de Araraquara, no interior paulista. Filho de um trombonista, começou os estudos musicais no saxofone em 1996 na Congregação Cristã no Brasil, onde toca até os dias de hoje. Tornou-se instrutor musical na mesma igreja no ano de 2002, até o ano de 2016. Estudou piano clássico por quatro anos e guitarra blues por um ano. Ministrou oficinas de musicalização de 2009 a 2012 pela Secretaria Municipal de Cultura de Araraquara. Foi um dos fundadores de um projeto de musicalização infantil na periferia da cidade, no Jd. das Hortências, chamado Família Afro Son. Trabalhou na composição e interpretação da trilha sonora de espetáculos de dança junto com outros músicos de Araraquara. Mudou-se para Uberlândia, no Triângulo Mineiro, em 2012. Na cidade, ministrou aulas de saxofone e teoria musical, tocou um ano e meio na Jazz Band Ladário Teixeira e atua desde 2016 na área de Treinamento e Educação Corporativa. Monarquista convicto, é co-fundador do Círculo Monárquico de Uberlândia. É graduado em Gestão de Recursos Humanos.

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