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Luiz Philippe de Orleans e Bragança e a Grã-Cruz da Ordem dos Cavaleiros de Cristo

Durante a posse do Congresso Nacional, no dia primeiro do corrente mês, muita coisa chamou a atenção do público, como as patacoadas circenses de alguns senadores, a reeleição de Rodrigo Maia como presidente da Câmara dos Deputados, a eleição do senador iniciante Davi Alcolumbre como presidente do senado, entre outras. Mas uma coisa chamou a atenção em especial, não pela ligação com a política partidária do planalto central, mas pela tradição e memória que evoca, remontando ao período medieval e aos tempos áureos da monarquia portuguesa. Estou falando da insígnia da Ordem de Cristo que o príncipe, e agora também deputado, Luiz Philippe de Orleans e Bragança carregava no pescoço.

A Ordem dos Cavaleiros de Cristo atua desde o ano de 1319, sendo herdeira direta dos Cavaleiros Templários, pois estes haviam ajudado Portugal a expulsar os muçulmanos de suas terras nos séculos XII e XIII. Como uma ordem militar e religiosa, sua missão era a de levar o cristianismo para além do continente europeu. Desde o século XVI a ordem era administrada pela coroa portuguesa. Pedro Álvares Cabral era membro da ordem, e é agora que passamos a falar sobre a famosa insígnia.

Caravela dos tempos de Pedro Álvares Cabral

A Grã-Cruz da Ordem de Cristo tem braços verticais e horizontais geometricamente perfeitos, formando um quadrado imaginário. É uma cruz latina vermelha, em referência à cor oficial da Ordem dos Cavaleiros de Cristo, vazada por outra cruz latina branca. Todos os reis portugueses utilizavam a grã-cruz em suas aparições públicas, demonstrando a importância da ordem na época. Por motivo semelhante, as caravelas das expedições marítimas, incluindo as do Descobrimento do Brasil, levavam a cruz nas velas, demonstrando quem financiava tais empreendimentos grandiosos!

A cruz utilizada por Luiz Philippe pertenceu ao imperador D. Pedro II, o que aumenta ainda mais a importância da simbologia por trás do ato de tomar posse portando tal objeto. D. Luiz Philippe não apenas iniciou um mandato, mas levou D. Pedro II para dentro do Congresso Nacional, e pela porta da frente! Além disso, reconectou-nos a nosso passado, a uma tradição que completa exatos 700 anos em 2019, uma tradição gloriosa e que dorme sob o manto ideológico que distorce nossa história e insiste em narrativas subservientes e aberrantes! O movimento monarquista agradece ao príncipe pela grata surpresa!

Grã-cruz da Ordem dos Cavaleiros de Cristo

Em tempo: sou paulista mas voto em Minas Gerais. Porém, minha mãe e meu pai votaram em Sua Alteza!

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Davi Valukas

Davi Samuel Valukas Lopes nasceu no dia 06 de setembro de 1985, na cidade de Araraquara, no interior paulista. Filho de um trombonista, começou os estudos musicais no saxofone em 1996 na Congregação Cristã no Brasil, onde toca até os dias de hoje. Tornou-se instrutor musical na mesma igreja no ano de 2002, até o ano de 2016. Estudou piano clássico por quatro anos e guitarra blues por um ano. Ministrou oficinas de musicalização de 2009 a 2012 pela Secretaria Municipal de Cultura de Araraquara. Foi um dos fundadores de um projeto de musicalização infantil na periferia da cidade, no Jd. das Hortências, chamado Família Afro Son. Trabalhou na composição e interpretação da trilha sonora de espetáculos de dança junto com outros músicos de Araraquara. Mudou-se para Uberlândia, no Triângulo Mineiro, em 2012. Na cidade, ministrou aulas de saxofone e teoria musical, tocou um ano e meio na Jazz Band Ladário Teixeira e atua desde 2016 na área de Treinamento e Educação Corporativa. Monarquista convicto, é co-fundador do Círculo Monárquico de Uberlândia. É graduado em Gestão de Recursos Humanos.

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