Cláudia PiovezanJornalismoMovimento Revolucionário

A Ideologia nos esportes faz mais uma vítima – o caso MARTINA NAVRATLOVA

Ultimamente só tem um tipo de programa em canais de TV a que eu assisto e ainda eventualmente, são os torneios de tênis. Eu gosto tanto de Tênis, que já dei a volta ao mundo para assistir aos mais diversos torneios, dentre eles, todos os Grand Slams, e gosto tanto do tênis feminino quanto do masculino.

Umas das questões que estão sempre em debate no mundo desse esporte se refere à enorme superioridade de Serena Willians em relação às demais jogadoras, no circuito feminino.

Na internet, inclusive, tem um enorme volume de material sobre investigações para afirmar que ela, na verdade, é homem.

Os mais aficcionados sempre perguntam como seria a performance da Serena se ela jogasse com os profissionais masculinos e alguns especialistas do esporte, geralmente ex-tenistas profissionais, respondem que ela não venceria jogadores que estivessem entre os 100 melhores, portanto, não alcançaria o topo disputando com homens.

Essa rivalidade entre tenistas masculinos e feminismos já teve vários episódios com jogos memoráveis entre grandes jogadores e um desses jogos, entre Billie Jean King e Bobby Riggys, na década de 70, virou um filme chamado a Batalha dos Sexos. Billie Jean, à época com 29 anos e no topo da carreira, enfrentou e venceu Bobby Riggis, com 55 anos, o qual, anteriormente, havia vencido a australiana Margareth Court, nº 1 no ranking e campeã de 3 grand slams naquele ano.

Em 1998, as irmãs Willians, Serena e Venus, já estavam no topo e afirmaram que nenhum jogador que não estivesse entre os 200 melhores do ranking poderia vencê-las, e foram desafiadas por Karsten Braasch, então 203º no ranking. As americanas jogaram e perderam. Serena declarou que não imaginava que seria tão difícil. Que tinha disparado golpes que seriam vencedores no circuito feminino, mas que ele havia devolvido com facilidade.

Em 1993, Martina Navratlovra, uma das maiores jogadoras de tênis de todos os tempos, no topo de sua carreira, com 35 anos de idade, enfrentou Jimmy Connors, também um dos melhores de todos os tempos, então com 40 anos de idade, e perdeu.

https://www.marca.com/en/more-sports/2017/06/27/595296da468aeb99218b464c.html

Recentemente, Martina Navratlova, assumidamente lésbica desde os anos 80, embaixadora de um grupo LGBT, militante esquerdista e anti-Trump, declarou sobre a presença de atletas trans nos esportes que: “não se poderia simplesmente se declarar feminina e ser capaz de competir contra mulheres. Deve haver algum padrão e ter pênis e competir com mulher não se enquadra nesse padrão” (You can’t just proclaim yourself a female and be able to compete against women. There must be some standards, and having a penis and competing as a woman would not fit that standard).

Martina imediatamente sofreu toda sorte de ataques começando por acusações de transfobia. Bem, nós já sabemos como a patrulha funciona e tivemos um exemplo recente no Brasil com a diretora da Revista Vogue, que foi fuzilada pela militância por sua festa baiana.

https://www.bbc.com/news/world-us-canada-47301007

Martina, após o massacre, desculpou-se, mas disse que iria estudar o assunto para se educar melhor e ela assim o fez. (“I am sorry if I said anything anywhere near transphobic- certainly I meant no harm, I will educate myself better on this issue but meantime I will be quiet about it. Thank you”)

Depois de estudar o assunto, ela concluiu, em um artigo publicado no último dia 17 de fevereiro, no The Times, intitulado The rules on trans athletes reward cheats and punish the innocent (As regras sobre atletas trans recompensa a trapaça e pune o inocente), que estava certa e aduziu que é uma questão de ossos e músculos e disse que não é justo para as mulheres competirem com transgêneros. “It’s insane and it’s cheating. I am happy to address a transgender woman in whatever form she prefers, but I would not be happy to compete against her. It would not be fair.”

https://www.thetimes.co.uk/article/the-rules-on-trans-athletes-reward-cheats-and-punish-the-innocent-klsrq6h3x

Após a publicação do artigo, todo o movimento trans e lgbt se colocou contra ela, que acabou demitida do seu posto de embaixadora do grupo LGBT.

https://news.sky.com/story/martina-navratilova-dropped-by-lgbt-group-over-transphobic-comments-11642632

Assim, assistimos a mais um episódio de intolerância em que os tolerantes que buscam o mundo perfeito devoram mais um dos seus. Perde o esporte e o mundo segue perdendo a sanidade mental.

Eu e meu marido praticamos esse esporte há 10 anos. Tecnicamente eu sou melhor, mas eu consegui ganhar um set dele apenas uma vez, quando eu estava na minha melhor forma física e técnica e ele acima do peso, fora de forma e há muito tempo sem jogar.

Martina sabe o que fala, mas estamos em tempos de ter de provar que a grama é verde.

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Cláudia Morais Piovezan

Graduada em Direito pela Universidade Estadual de Londrina; Mestre em Direito Comparado e Ambiental pela Universidade da Flórida, Gainesville-FL; Idealizadora e organizadora do Fórum Educação, Direito e Alta Cultura; Aluna do Curso On line de Filosofia; Promotora de Justiça da Comarca de Londrina, no Estado do Paraná.

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